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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Daqui a 2040, a população portuguesa poderá diminuir de 16,6%!

Segundo o que foi publicado nas últimas semanas, os analistas especialistas da demografia portuguesa estão a prever para o horizonte de 2040 uma diminuição da população na ordem de 16,6%, um forte envelhecimento da população e uma hiperconcentração urbana.

População de Portugal e projeção até 2100
Consequências, para o retalho alimentar, se este cenário estiver certo
Os atores do retalho nas zonas despovoadas, que de facto serão as zonas rurais, vão por um lado perder muitos clientes, por causa do impacto da taxa de mortalidade e, por outro lado, deverão compor com uma clientela envelhecida cujo perfil de compra estará de acordo com a idade.
Batalhar todos os dias para levar a melhor num mercado dinâmico é uma tarefa normal, difícil mas remuneradora mas, batalhar para partilhar as migalhas de um consumo moribundo empobrece todas as empresas que atuam na mesma zona, matando mesmo os mais fracos sem trazer a bonança aos sobreviventes.

Para poder contar no mercado, as empresas de distribuição deverão implantar-se nas zonas de concentração urbana, onde de facto se encontrarão os consumidores.

A procura de Pontos de venda urbanos deve ser a grande prioridade
Não há tempo à perder, para ninguém! São os esforços de localização urbana de hoje que permitirão ganhar amanhã…qualquer atraso trará a desolação amanhã às empresas que não terão conseguido antecipar as evoluções do mercado! Os mais rápidos, hoje, a reservar os bons terrenos ou as boas localizações urbanas, serão aqueles que fecharão os bairros e impedirão a vinda de concorrentes.

As grandes insígnias já estão a posicionar-se para este futuro, as outras organizações retalhistas e/ou grossistas devem AVANÇAR TAMBÉM NESTE CAMINHO!
Pingo Doce é hoje a insígnia com as melhores localizações para controlar o mercado do futuro. Sonae, através da insígnia Bom dia, está a tentar recuperar o seu atraso em termos de lojas em meios urbanos. Intermarché também vai, com certeza, tentar seguir o mesmo caminho, estando bastante atrasado em termos urbanos em relação aos outros grandes competidores.
Para evitar um desaparecimento das estruturas grossistas que não conseguirão aguentar-se apenas com o mercado rural ou periurbano, o recrutamento de candidatos a retalhista alimentar tem de começar rapidamente.

25 anos parecem muito tempo mas, numa única geração, tudo pode ser construído ou desfeito, dependendo das decisões tomadas no momento certo.

Boa semana
RB

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Apolónia em Lagoa – À procura de um futuro!

O novo supermercado Apolónia de Lagoa “Já abriu” ou melhor, “Now open”. Desejar as boas-vindas a esta nova unidade faz parte do cerimonial do momento mas, além da vénia de circunstância, escondem-se muitas dúvidas sobre o futuro deste projeto.


Lagoa, uma localização sobrelotada em termos de supermercados
Como sublinhado no post de quinta-feira 19 de fevereiro de 2015, Lagoa,laboratório da densidade comercial no Algarve”, Lagoa tornou-se uma terra de batalha das grandes insígnias da distribuição presentes em Portugal. Além de Apolónia que acabou de chegar, Pão de Açúcar, Pingo Doce, Aldi, Intermarché com 2 unidades, já estão a batalhar e, está prevista a chegada de Continente.
Para completar o quadro é preciso sublinhar que num círculo isocrónico de 5/7mn de carro, temos Albufeira a Leste, Portimão a Oeste com a uma forte densidade comercial de grandes insígnias da distribuição e, Silves a Norte onde estão já implantados o Continente e o Lidl.

A dinâmica dos líderes da distribuição não parou
Basta observar a dinâmica dos líderes para compreender que ninguém andou de braços cruzados. Por exemplo,
- As lojas “Intermarché” da região foram alvo de reestruturação em termos visuais e também em termos de gama para se aproximarem o mais possível das expetativas multifacetadas dos consumidores da zona, tanto portugueses como estrangeiros.
- A loja Continente do ALgarveShopping da Guia está numa fase de grande reorganização da placa de venda;
- A Lidl implementou a padaria com terminal de cozer o pão,
- A Pingo Doce está a iniciar a padaria com serviço, além de ter conseguido captar muitos clientes no “Sítio do costume”;
Força é de constatar que, hoje, os grupos líderes no Algarve, não são os Jaffers, Alisuper ou Marachinho; a barra é mais alta e o profissionalismo também! Hoje, os líderes não podem ter complexos nenhuns em relação à insígnia Apolónia! Em muitos casos, a qualidade é igual ou parecida, o que muda é o PVP mais baixos dos líderes.

Comunicação Marketing Apolónia

Resposta Marketing estratégico Intermarché Carvoeiro

A loja Apolónia, “um produto” aquém das expetativas
Segundo o jornal News, Edition nº1327 de 27 de Junho de 2015, o investimento terá sido de perto de 9 milhões de Euros. É muito dinheiro gasto e muito trabalho pela frente para chegar ao BEP “Break Even Point”, mesmo se o Sr. Paulo Apolónia disse ao jornal News que não se importava de esperar 3, 4 ou 5 anos para chegar ao equilíbrio.
Com a fraqueza da abertura, e com a observação da quantidade de clientes, e de cestos de compra muito baixos, 5 anos podem representar poucos anos para chegar ao BEP, se se conseguir lá chegar.
Este blog não é um espaço de consultoria grátis, e portanto não entraremos nos pontos técnicos que fazem da placa de venda um espaço vazio, frio, complicado e cansativo. Nem mesmo o nível de serviço é diferenciador; Se o nível dos preços for uma consequência do nível de serviço oferecido, seria preciso que o nível de serviço fosse visível e palpável.

O futuro
Parece que existe um projeto para Lagos… Se a matriz for a loja de Lagoa, será melhor esperar o BEP “Break Even Point” desta última, antes de iniciar uma nova aventura na ponta Oeste do Algarve!

“Continuo a pensar que a insígnia Apolónia, nos moldes atuais, é indissociável de Almancil; fora dali qualquer terra é terra de todos os perigos!”

RB